
"São 10:00hs da manhã, acordo em meio a bagunça do meu refúgio, vejo o sol em sua grandeza invadir de maneira indesejada o meu quarto, ao lado da cama tudo que um sedentário precisa... controle remoto, cinzeiro, livro e algumas guimbas de cigarro e aquela garrafa de vodka destilada, uma grande aliada. por muito tempo me escondo atrás desse entorpercente.
Digo pra mim mesmo que esta forma de vida é a essencial pra mim, talvez seja considerado por outros apenas um refugio do mundo real.
geralmente não costumo prestar tanta atenção ou mesmo dar enfase para os conteudos da televisão, mas nesse dia escutei e vi algo que me prendeu a atençao por alguns valiosos minutos de minha vida desrregrada.
vi um médico discutir sobre a origem do câncer nos seres humanos, claro que a resposta foi vaga mas mesmo assim me forçou a pensar a respeito, diferente, acredito eu de várias pessoas, eu vejo o câncer como algo extremamente psiclógico, algo que está 'enfiado" em nossas entranhas, algo que a mente humana em sua infinita capacidade de auto destruição desenvolve como escape das atitudes de cada humano.
a vontade de viver, de ser alguém, de lutar e enfrentar problemas cotidianos, de frustar-se por motivos externos, de enfrentar cemitérios mentais, de se tornar impotente de argumentar, de se entregar para o vício.... pra mim esses são os motivos reais para o desenvolvimento da neoplásia maligna.....
muitas pessoas acreditam na cura do cancer, acreditam na ótima intervenção médica adotada por instituições de renome. na verdade a libertação é algo interno, é algo que a nossa própria mente pode desenvolver, a mente humana é capaz de desenvolver tanto o caminho da recuperação quanto o do declínio, nada adianta o coquetel de remédios, tratamentos experimentais, quimio e radioterapias se o paciente em questão não deseja se curar....parte de nós humanos a coragem necessária para vencer e combater internamente o cancer..
existe um filme lindo a respeito do cancer, se chama 'ANTES DE PARTIR" neste filme é mostrado todo o estágio da doença e a reação dos pacientes diante da notícia aterradora, a confusão de idéias a passagem sobre os cinco estágios da mente humana diante da iminente possibilidade de morte
"Segundo Elisabeth Kubler-Ross, experiências com a morte podem ser descritas em 5 estágios: negação (e/ou isolamento), raiva, barganha, depressão e aceitação. Esse modelo ficou conhecido como “Modelo de Kübler-Ross”.- A negação/isolamento são mecanismos de defesas temporários do ego contra a dor psíquica diante da morte;- O ego, não conseguindo manter a negação, dá espaço para o sentimento de raiva acompanhado de inveja e ressentimento.- A pessoa, vendo que negação e raiva não resolveu, passa a barganha. Principalmente conversando com Deus.- Negar não adiantou. Nem se revoltar. Nem tentar negociar. Então a pessoa entra em depressão. É quando se percebe a realidade.- E por fim, quando vê que não tem jeito mesmo, a pessoa aceita. .
esse aceitar que é foda.....
a morte é a unica certeza que temos na vida e, pelo menos eu tento não pensar nela em hípótese alguma...é duro ter que concorar com a própria morte, o ser humano muitas vezes chega aos 80 anos dizendo que ainda viveu pouco e não teve tempo pra fazer tudo que desejava na vida....
sinceramente acho que aprender a lidar com a morte é algo não humano, imagine acordar de manhã sabendo ao certo o dia de sua morte, ou escutar aquela frase fria e clínica sobre o seu tempo de vida,deve ser um colapso intenso....
então tenho como conselho de vida: tente fazer tudo que desejar...viver intensamente não significa viver loucamente, curta , abraçe, dance, enfim, "VIVA LA VIDA"!!!!!!!!!!!!!